Portugal serviu de ponto de passagem a pelo menos uma dezena de jihadistas britânicos a caminho da Síria, segundo o «Expresso».
 
Massamá, Mem Martins e Monte Abraão são três localidades na linha de Sintra, área metropolitana de Lisboa, por onde passaram esses extremistas.

Essas viagens foram coordenadas por um grupo de cinco portugueses emigrado no leste da capital inglesa. Eram eles que tratavam do recrutamento e, depois, recebiam os combatentes britânicos em território nacional.
 
Os movimentos foram registados entre o final de 2012 e meados de 2013, numa altura em que a rota Londres - Istambul, na Turquia, estava sob atenção redobrada das autoridades.

 
De acordo com o jornal «Expresso», ofereciam casa, comida e roupa lavada, um local seguro antes do voo para Istambul, na Turquia. E daí, já por terra, até à fronteira com a síria.
 
Estima-se que existam 15 a 20 portugueses alistados no estado islâmico, a maioria luso descendentes.
 
Todos vão manter a nacionalidade portuguesa, quer continuem a combater, quer regressem a casa. A retirada da nacionalidade chegou a ser discutida pelo Governo em conselho de ministros, mas segundo o jornal «Público» noticia este sábado, a hipótese foi recusada por Pedro Passos Coelho. Uma recusa que mereceu a concordância dos restantes ministros.