O Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, vai inaugurar na segunda-feira, dia da comemoração dos seus 75 anos de vida, "Casa de Chá", uma obra da artista plástica Joana Vasconcelos que se vai juntar aos outros monumentos do parque feitos à escala das crianças.

A obra, que foi criada ao longo de sete meses, é um bule feito em ferro forjado (com as dimensões de 230x327x224 centímetros), com "banquinhos" dentro da estrutura também em ferro forjado e terá jasmins (plantas usadas para perfumar o chá verde) a adornar a casa, disse à agência Lusa o ateliê da artista portuguesa.

Segundo um comunicado da Fundação Bissaya Barreto (responsável pelo espaço), o Portugal dos Pequenitos caracteriza-se por um programa arquitetónico "em que a escala de casas e monumentos ligados ao mundo português é reduzida e feita à medida para as crianças", sendo que Joana Vasconcelos "partiu desse conceito" e, tendo como ponto de partida os seus bules em ferro forjado criados em 2010 e 2012, criou a "Casa de Chá".

A obra pretende ser "um espaço de encontro e convívio", em que as crianças serão convidadas a praticar o chá das cinco - típico dos britânicos.

A obra foi criada a convite da fundação, no âmbito da celebração dos 75 anos do Portugal dos Pequenitos, "marcando uma nova etapa na história" do espaço, através de uma "aposta na contemporaneidade", lê-se na nota de imprensa.

A cerimónia oficial da comemoração da efeméride deverá contar com a presença do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, seguindo-se as inaugurações da Casa do Chá e de uma réplica da casa das aldeias do xisto, construída pela Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto (ADXTUR).

Em fevereiro, a presidente da Fundação Bissaya Barreto (FBB), Patrícia Viegas, disse à agência Lusa que a entidade quer avançar, entre 2015 e 2016, com a construção de "novos monumentos representativos do Portugal contemporâneo", de forma a "não deixar o parque parado no tempo".

A escolha dos monumentos ainda está a ser estudada, sendo o objetivo replicar edifícios portugueses pós-década de 1960, altura da última intervenção no Portugal dos Pequenitos, sublinhou, acrescentando que está também prevista a introdução de mais casas regionais.