O Ministério Público acusou uma mulher, funcionária judicial, de 45 crimes de peculato e 45 crimes de falsidade informática, adiantou esta quinta-feira a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto.

Os factos aconteceram entre 5 de dezembro de 2011 a 28 de outubro de 2013, na 4ª Vara Cível do Porto, local onde a arguida desempenhava funções de escrivã-adjunta, lê-se na nota da PGD.

Durante esse período e no exercício das suas funções, a arguida apropriou-se de 132 mil euros depositados à ordem do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, no âmbito de processos tramitados na 4ª Vara Cível, “logrando que as várias verbas que o integraram fossem depositadas em contas bancárias por si tituladas ou de que tinha a disponibilidade”, refere a mesma nota da PGR..

"A arguida, utilizando as permissões que lhe estavam atribuídas, criava e aprovava Notas de Depósito Autónomo para Pessoa, introduzindo indevidamente no sistema informático os dados das suas contas bancárias como beneficiárias de reembolsos em vez dos dados dos intervenientes processuais que a eles efetivamente tinham direito”, acrescentou.

Posteriormente, procedia à validação destas notas acedendo aos computadores dos funcionários com permissão para tal, à revelia deles, ou apresentando-lhas para validação como se legítimas fossem.