Uma mulher de 38 anos foi condenada a uma pena suspensa de três anos de prisão por ter furtado dinheiro e joias a um homem de 85 anos, em Gondomar, Porto, a quem fez crer que amava.

Durante a leitura da decisão judicial, no Tribunal São João Novo, no Porto, a magistrada advertiu a arguida que durante os próximos três anos ia ter um “machado sobre a sua cabeça”, decretando que todos os bens apreendidos na sua residência, desde 30 mil euros, joias e objetos de valor pertencentes à vítima, deviam ser entregues aos filhos do homem que, entretanto, morreu em 2015.

Apesar da considerar a situação grave, a juíza explicou que a pena de prisão foi suspensa pelo facto de a arguida não ter antecedentes criminais, ter um filho menor e estar integrada socialmente.

A indemnização pedida pelos filhos, agora herdeiros, que ronda os 130 mil euros foi ainda considerada procedente.

Dando a acusação como provada, a presidente do coletivo de juízes disse que a prova documental é “imensa” e que dúvidas não restam de que a arguida “ludibriou” o idoso para ficar com todo o seu património, tal como veio a conseguir, apesar de em audiência de julgamento o negar.

A arguida conheceu o homem num lar, no Porto, onde esta foi funcionária entre 2006 e 2009, e depois de este lhe confessar que tinha uma fortuna, engendrou um plano para o furtar.

Dizendo que o amava, entregando-lhe cartas de amor, a mulher foi viver para casa do homem, em Rio Tinto, Gondomar, a quem passou a ideia de estar apaixonada, onde passou a trabalhar como empregada e, até 2014, apoderou-se de cerca de 130 mil euros em dinheiro e joias.

Além disso, a mulher, agora condenada pelos crimes de burla qualificada e informática e furto qualificado, fez ainda vários levantamentos bancários e de aforro.