Um tribunal do Porto condenou uma mulher a nove meses de prisão, suspensa por um ano, por casar por conveniência com um estrangeiro que queria residência na União Europeia, anunciou esta sexta-feira a Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

De acordo com a informação disponibilizada online, a Procuradoria afirma que, no âmbito do mesmo processo, foram ainda condenados dois arguidos pelo crime de auxílio à imigração ilegal, com penas suspensas de um ano e seis meses de prisão.

Os factos ocorreram em 2006 e 2007 e «reportam-se ao arranjo de casamentos de mulheres portuguesas com cidadãos oriundos de países não comunitários», sendo que os matrimónios tinham como «único fito proporcionar a estes cidadãos a regularização da sua permanência» na União Europeia.

Estes casamentos implicavam «o pagamento de relevantes quantias monetárias» por parte dos cidadãos estrangeiros, «uma das partes das quais se destinava a gratificar as mulheres que se dispunham a casar».

Parte do dinheiro reverteu também para os arguidos agora condenados «por auxílio à imigração ilegal, enquanto intermediários», acrescenta a Procuradoria.