A Câmara do Porto anunciou esta terça-feira o corte de trânsito na zona da movida nas noites dos fins de semana já a partir de sexta-feira, destacando a «fiscalização e recurso a reboques» para «desencorajar» o estacionamento indevido.

Em comunicado, a autarquia revela que «o corte total de trânsito» decorre entre as 22:00 e as 04:00 nas ruas de Santa Tereza e das Carmelitas, entre a rua dos Clérigos e o Carmo, no âmbito do projeto «Move Porto», que vai levar o Metro a operar 24 horas por dia às sextas, sábados e vésperas de feriado até 01 de novembro, com composições a cada 20 minutos.

Para viabilizar as alterações, a rua Ferreira da Silva ganha dois sentidos «a título permanente» para permitir, «a prazo» a pedonalização das ruas das Carmelitas, Cândido dos Reis e Galerias de Paris, adiantou à Lusa fonte da autarquia.

«Estão previstas medidas adicionais que visam desencorajar a utilização de veículos particulares e será incrementada a luta contra o estacionamento indevido, através de fiscalização e do recurso a reboques», alerta o município.

Os parques de estacionamento do Silo Auto, da Praça Carlos Alberto e dos Clérigos vão estar abertos toda a noite, mas fonte camarária avisa que o parque do estádio do Dragão também funcionará em horário noturno, por «25 cêntimos a noite toda», para estimular a utilização do metro.

«No parque dos Clérigos, por exemplo, o estacionamento custa 2,35 euros a hora», destacou o assessor de imprensa da Câmara do Porto.

De acordo com a autarquia, «estes cortes de trânsito» vão manter-se «pelo menos enquanto decorrer o período experimental do serviço Move Porto, que se prolongará pela época alta da movida».

O serviço Move Porto torna o Porto na primeira cidade portuguesa e uma das oito no mundo que oferece transportes públicos durante toda a noite, destaca a Câmara.

A iniciativa «visa proporcionar mobilidade em transporte público aos que trabalham nas madrugadas de fim de semana no centro do Porto, mas também aos que pretendem usufruir da animação noturna da cidade», observa a autarquia.

«Outro objetivo é proporcionar maior sossego aos moradores, que se queixavam de ruido dos automóveis, da invasão de carros e do estacionamento anárquico, que chegava a impedir a entrada e saída de garagens e o socorro», acrescenta.

A operação tem sido coordenada com diversas entidades e com as forças de segurança, com o objetivo de «aumentar o policiamento de proximidade e a fiscalização à medida que se reduz a necessidade de operações stop e se baixam os níveis de sinistralidade automóvel relacionados com a condução sob efeito do álcool», destaca o município.

A Câmara recorda ainda que tem vindo «a implementar nos últimos meses uma política de pedonalização progressiva da baixa do Porto, em particular no centro histórico, como aconteceu na rua das Flores e vias adjacentes».

«As medidas pretendem, além de produzir efeitos imediatos e estimular o uso do transporte público, preparar a zona da movida para a pedonalização», destaca o comunicado.

A intenção da autarquia é tornar «as ruas das Carmelitas, Cândido dos Reis e Galerias Paris vias pedonais, num sistema semelhante ao que está em vigor na Ribeira ou na Rua das Flores».

Isto, no sentido de se permitir «o acesso apenas a comerciantes e moradores e definindo claramente horários de carga e descarga».

A Câmara acrescenta que «as alterações agora anunciadas implicam algumas alterações de semaforização e de sinalização temporária».