Apenas cinco sem-abrigo do Porto foram atendidos, estes três últimos dias, nos postos de acolhimento preparados para proteger do tempo frio, informou esta sexta-feira fonte da autarquia, explicando que existe uma grande resistência em aceitarem um acolhimento temporário.

«Os sem-abrigo, normalmente, têm muita dificuldade em saírem do sítio em que estão, têm receio que o seu lugar seja ocupado por outro, portanto adequam-se às circunstâncias, preferem ficar nos sítios onde estão do que receber ajuda», disse à Lusa fonte do gabinete de comunicação da Câmara do Porto.

Todos os invernos a Câmara do Porto tem preparado um plano para fazer face ao tempo frio, contando com o apoio de diversas entidades da cidade, desde Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Santa Casa da Misericórdia do Porto, Bombeiros Sapadores do Porto e Metro do Porto.

Perante o aviso de tempo mais frio, a Câmara do Porto contactou a administração da Metro do Porto pedindo a abertura de uma estação durante o período noturno para acolher os sem-abrigo da cidade, mas que não foi muito utilizada.

A vaga de frio levou também os Sapadores Bombeiros do Porto a criarem uma equipa de rua que tem prestado apoio a cerca de 20 pessoas sem-abrigo, entregando cobertores, distribuindo bebidas e encaminhando os mais necessitados para locais de auxílio.

A iniciativa dos Sapadores, que começou no dia 24 de dezembro e tem auxiliado diariamente as pessoas sem-abrigo do Porto a partir das 22:00 até às 02:00, estava prevista terminar hoje, mas foi prolongada até dia 05 de janeiro devido à previsão de tempo frio, explicou à Lusa o chefe de serviço.

A Associação de Albergues Noturnos, que também tem apoiado neste dias de tempo frio, anunciou na quinta-feira que já não tem vagas disponíveis para acolher mais pessoas carenciadas e sem-abrigo.