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Porto: Rio quer levar avante projecto do Aleixo

Mesmo que o alegado envolvimento de Vítor Raposo no negócio que levou à detenção de Duarte Lima influencie o processo

Por: tvi24 / SM  |  18- 11- 2011  14: 14

Rui Rio

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O presidente da Câmara do Porto garantiu que «tudo fará» para o projecto do bairro do Aleixo avançar, mesmo que o alegado envolvimento de Vítor Raposo no negócio que levou à detenção de Duarte Lima influencie o processo.

«Não sei se pode ter reflexos indirectos [no processo do Aleixo]. Mas uma coisa posso dizer: mesmo que possa ter reflexos indirectos na solução encontrada para o bairro do Aleixo, podem ter a certeza que até ao último dia na Câmara do Porto tudo farei para levar aquele projecto avante, da forma como me comprometi perante a cidade», frisou.

Vítor Raposo detém actualmente 23 por cento do Fundo de Especial de Investimento Imobiliário (FEII) constituído para demolir o bairro, prevendo-se que o processo evolua de forma a que o empresário subscreva o fundo em 60 por cento, adiantou na quinta-feira à Lusa a Câmara do Porto.

Desconhecendo se as suspeitas de envolvimento de Vítor Raposo num negócio de compra de terrenos em Oeiras terão reflexos no projecto do Aleixo, Rui Rio garante que o mesmo se vai concretizar.

«Eu disse, e quando digo levo até ao fim. Posso ter pela frente as dificuldades que tiver. Tudo farei para as ultrapassar, disso não tenham a mínima duvida», assegurou hoje Rui Rio, em declarações aos jornalistas à margem de um fórum sobre Voluntariado.

O autarca adiantou hoje que já foi feito ¿parte¿ dos realojamentos e que estão a ser «terminados» os projectos de arquitectura para as ¿novas casas¿ para os moradores.

«Estão realojadas, em outros bairros, muitas famílias. Está a correr bem», afirmou Rui Rio, observando que estes realojamentos corresponderão a «um quinto» do total de moradores.

De acordo com a Revista da Câmara do Porto de Outubro de 2008, vivem no bairro cerca de 960 pessoas distribuídas por 320 fogos e cinco torres.

«Tínhamos casas disponíveis. Vamos chegar a um momento em que deixaremos de ter e precisamos de casas novas», esclareceu o edil.

Rui Rio refere que, «agora», a autarquia vai «começar a precisar de casas novas» e que «os projectos para essas casas estão a ser terminados, para começarem a ser construídas».

Quanto à demolição das cinco torres do bairro, Rio diz que está previsto fazê-lo «o mais depressa que consiga».

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