O lobo-marinho que deu à costa na terça-feira no Porto Moniz, na ilha da Madeira, com um ferimento no pescoço já regressou ao mar depois de lhe ter sido administrado um antibiótico.

«Fizemos o que podíamos fazer, administrámos um antibiótico que tem a duração de 14 dias e agora é esperar», disse à agência Lusa o diretor do Parque Natural da Madeira, Paulo Oliveira.

Para o responsável do Parque Natural da Madeira, «as expectativas são positivas», considerando que a foca monge do Mediterrâneo ou lobo marinho, como é conhecido, tem probabilidade de recuperar.

Depois de ter passado o dia de terça-feira numa praia da pedra rolada junto às piscinas naturais do Porto Moniz, no norte da ilha da Madeira, e de lhe ter sido administrado o medicamento, o animal deu sinal de algum stresse e desconforto pelo que os elementos do parque decidiram remover a barreira que o circunscrevia ao lugar e deixá-lo regressar ao mar.

O lobo marinho era um macho adulto e de porte médio.

Técnicos e veterinários do parque, do Centro Holandês de Reabilitação da Foca Monge de Peterburen e do CBD Habitat de Espanha acompanharam, monitorizaram e deram assistência o animal.

A foca-monge do Mediterrâneo é uma das focas mais raras do mundo onde existem cerca de 500 indivíduos.

Na Madeira, com especial destaque nas ilhas Desertas, em 1988 existiam seis indivíduos número que aumentou para cerca de 40 devido às políticas de proteção e preservação do Governo Regional da Madeira.