O Tribunal da Relação do Porto (TRP) ordenou a quebra do sigilo profissional à empresa concessionária da A28, que se recusou entregar as imagens relativas à passagem naquela autoestrada de um automóvel utilizado numa tentativa de assalto a uma gasolineira.

O Ministério Público de Santa Maria da Feira, que está a dirigir o inquérito, pediu para ter acesso às imagens gravadas, mas a concessionária recusou fornecer as informações, tendo para isso invocado sigilo profissional a que se considerou vinculada.

Apesar de considerar legítima a recusa das imagens pretendidas pelo MP, os juízes desembargadores concluíram ser imprescindível o acesso aos registos, tendo em conta que a identidade dos autores do crime em investigação não parece possível de ser determinada por outro meio.