A luta pela suspensão das portagens na A22 juntou-se ao desfile final da 35.ª Concentração Internacional de Motos de Faro, que decorreu na capital algarvia e que contou com milhares de motos e “motards” de várias nacionalidades.

“O objetivo é continuar a mostrar a nossa posição em relação às portagens. Relembrar que as portagens no Algarve não são solução e que a luta continua”, disse à Lusa o porta-voz da Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI), João Vasconcelos.

A integração do protesto no desfile “motard” já tem ocorrido em outras edições da Concentração de Motos de Faro, organizada pelo Moto Clube de Faro que tem participado em várias ações de protesto da CUVI.

“É aproveitar mais uma oportunidade onde existe uma grande concentração de pessoas e dar visibilidade à nossa causa”, observou João Vasconcelos, vincando que a luta é pela suspensão das portagens.

Entre o leque de argumentos contra as portagens na A22, a CUVI denuncia a falta de alternativas seguras apontando que as portagens centraram parte importante do tráfego da região na Estrada Nacional 125, criaram maior risco de sinistralidade e são um entrave ao desenvolvimento económico e social algarvio.

“Há uma decisão da Assembleia da República pela redução das portagens que consideramos positiva, mas que tarda em ser concretizada”, comentou João Vasconcelos, também deputado da Assembleia da República do Bloco de Esquerda, eleito pelo distrito de Faro.

A CUVI marcou para este mês mais duas marchas lentas de protesto e já está a programar as ações do próximo mês.

A marcha lenta de 23 de julho tem início às 17:00, com partida junto ao Motoclube do Guadiana, em Aldeia Nova, Vila Real de Santo António, até Conceição de Tavira.

A 31 de julho, a marcha lenta vai realizar-se entre Almancil e a Fonte de Boliqueime, a partir das 11:00.

A 35.ª Concentração Internacional de Motos de Faro termina este domingo, após quatro dias vividos intensamente no recinto de Vale das Almas, perto da praia de Faro e do Aeroporto Internacional de Faro, mas a sua animação estende-se a toda a capital algarvia, em particular na Baixa farense.