O comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP) da PSP assegurou que foram realizados na segunda-feira, na ponte 25 de Abril, em Lisboa, todos os procedimentos necessários em casos suspeitos de ameaça de bomba.

A ponte 25 de abril esteve encerrada ao trânsito rodoviário e ferroviário cerca de duas horas, na segunda-feira, por causa de um embrulho, que levantou suspeitas de ser uma bomba.

Em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia comemorativa do 7.º aniversário da UEP, o superintendente Constantino Ramos garantiu que “foram executados os procedimentos para este tipo de matérias”.

“A partir do momento em que temos ou detetamos uma ameaça, aquilo que fazemos é recorrer aos ‘standers’ que estão instituídos e até termos a certeza absoluta de que ninguém corre perigo mantermos o cidadão seguro e podermos ter a certeza absoluta de que quando ele voltar a passar naquele ponto, naquela situação, não ocorrerá nada de mal. Foi isso que se fez”, adiantou o comandante da UEP, citado pela Lusa.


Constantino Ramos disse ainda que a UEP mobilizou para a ponte 25 de Abril várias subunidades.

O porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa, comissário Rui Costa, disse à agência Lusa que a PSP fez de imediato as diligências necessárias para identificar a origem do embrulho que provocou o alerta de ameaça de bomba, tendo depois encaminhado o caso para a Polícia Judiciária.

O trânsito automóvel e a circulação ferroviária na Ponte 25 de Abril, que atravessa o Tejo, ligando Lisboa e Almada, estiveram interrompidos durante cerca de duas horas, na segunda-feira, devido à presença de um objeto suspeito junto a um dos pilares

Segundo a PSP, o embrulho, que levantou a suspeita, tinha cerca de 50 centímetros de diâmetro e estava envolto em plástico e fita isoladora.


A denúncia foi feita por um condutor, que alertou a Polícia de que teria visto alguém a largar o embrulho.