As águas do rio Dão, entre a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Goje e a barragem de Fagilde, apareceram verdes na manhã desta quarta-feira. A população está preocupada com a propagação do problema, que diz ser o efeito das descargas provenientes de Goje. Em causa está a saúde pública e a sobrevivência da fauna e flora que se desenvolve naquele local.

Em declarações à TVI, o engenheiro do ambiente Carlos Mendes, responsável pela estação de tratamento de águas residuais daquele concelho, diz tratar-se de um fenómeno de eutrofização, onde o calor é a principal causa.

De acordo com o engenheiro, esta é uma realidade com a qual muitos concelhos do interior e do sul têm de conviver nos meses onde as temperaturas se apresentam mais elevadas, sendo algo passageiro que não afetará os munícipes nem os animais e plantas presentes naquelas águas.

Se for ao alentejo, verá que há muitas águas assim. Mas, em outubro, passa", exemplificou.

O engenheiro do departamento do ambiente da Câmara Municipal de Penalva do Castelo acrescentou, ainda, que a ETAR de Goje emite azoto e fósforo, que ao contactar com temperaturas elevadas leva à cor esverdeada das águas. Contudo, embora confesse que a a Estação tem algumas limitações, afirma que os níveis de azoto e fósforo estão dentro dos limites estabelecidos pelas autoridades de controlo. 

Imagem do rio Dão enviada para euvi@tvi.pt, esta quarta-feira

Carlos Mendes adiantou ainda que o projeto para a construção de uma nova ETAR irá avançar dentro de alguns meses. No novo complexo de tratamento de águas, as emissões dos compostos de azoto e fósforo serão mais limitadas, para que a eutrofização das águas do rio Dão seja um fenómeno cada vez menos comum, assegura.