A violência nos hospitais e nos centros de saúde aumentou nos primeiros três meses deste ano.

Segundo os números da Procuradoria-Geral da República a que o DN teve acesso, as agressões contra médicos e enfermeiros aumentaram «171 por cento» entre janeiro e março. Foram registados 15 casos de violência contra profissionais de saúde e abertos 13 inquéritos.

«Se não passas o atestado parto-te a cara toda», é uma das ameaças citadas pelo jornal e que já deram lugar a abertura de um processo pelo Ministério Público. «Chapadas e dentadas», «ameaças de morte», uma «enfermeira arrastada por utente» ou nomes insultuosos chamados a uma pediatra. Segundo testemunhos, o tempo de espera pode ocasionar algumas das reações agressivas.

Quem está «na linha da frente», nas urgências dos hospitais e nos centros de saúde, acabam por ser as maiores vítimas. O hospital Garcia de Orta, em Almada, é um dos que regista mais ocorrências.