O ministro da Defesa disse na segunda-feira à Lusa, após um encontro com o homólogo norte-americano, Chuck Hagel, que foi feito um «ponto de situação» sobre a Base das Lajes e garantiu que continuará a «buscar uma solução».

José Pedro Aguiar-Branco fez um «balanço muito positivo» do seu encontro com Chuck Hagel, em Washington, EUA, destacando que, entre os temas abordados, esteve a "questão das Lajes, em que foi possível fazer um ponto de situação".

O ministro da Defesa Nacional não entrou em detalhes sobre o que se espera da Base das Lajes, já que se aguarda um estudo, a pedido do Pentágono, "sobre a reavaliação da importância estratégica das bases" na Europa.

«Estamos a aguardar esse estudo», cuja entrega é esperada no final deste semestre, disse o governante, adiantando que só depois da divulgação do mesmo é que será feita nova revaliação.

«Continuaremos a trabalhar na busca de uma solução» para a Base das Lajes, prometeu José Pedro Aguiar-Branco, que destacou que Portugal tem vindo a conversar com os norte-americanos há cerca de dois anos, ao mais alto nível.

«Tenho tido uma interlocução ao mais alto nível», afirmou o ministro, lembrando que anteriormente já tinha mantido reuniões com o anterior secretário da Defesa norte-americano Leon Panetta, que foi substituído por Hagel em fevereiro do ano passado.

Ainda no âmbito bilateral, «tivemos a possibilidade de tratar de temas que têm relação com África e com a dimensão estratégica que se pode estabelecer entre os Estados Unidos, Portugal e agora o foco de relevo do Golfo da Guiné, no que diz respeito ao crescente risco de pirataria e da importância que isso representa do ponto vista estratégico» para a Europa e para África, nomeadamente para os países de expressão portuguesa, adiantou.

Também foram passados em revista temas da atualidade como a situação na Ucrânia e a crise que existe em relação a esta matéria com a Rússia e o «que ela tem de relevante para a próxima cimeira da NATO».

O ministro deu nota ao seu homólogo «da interação entre a NATO e a União Europeia» e sinalizou, «com reconhecimento da parte dos Estados Unidos», a operação que Portugal vai fazer no Báltico, no final deste ano, «de policiamento aéreo» através da Força Aérea com seis F16.

O ministro concluiu que o encontro resultou numa «conversa franca e aberta» e apontou que, «em termos estratégicos», a relação entre os dois países «tem importância também para os Estados Unidos», como conta a Lusa.