O Ministério da Educação e Ciência (ME) garantiu esta sexta-feira o financiamento de 140 milhões de euros (ME), em sete anos, para os cursos técnicos superiores profissionais nos institutos politécnicos, um novo modelo de formação superior.

Após a reunião de hoje do MEC com as Instituições Politécnicas do Ensino Público e do Ensino Privado, o secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, disse que serão disponibilizados 20 ME por ano letivo para os cursos técnicos superiores profissionais, com a duração de dois anos.

José Ferreira Gomes afirmou que o financiamento é assegurado através do quadro comunitário de apoio para sete anos.

O governante garantiu ainda que os cursos técnicos superiores profissionais nos institutos politécnicos são para arrancar em setembro, no próximo ano letivo.

O secretário de Estado do Ensino Superior desvalorizou também a posição do Conselho dos Institutos Politécnicos (CCISP), que na quinta-feira disse em comunicado que não aceitava o modelo proposto pela tutela manifestando «total indisponibilidade» para os cursos técnicos superiores profissionais.

«Foi uma reação de momento que será ultrapassada. O diálogo existiu, existe e vai continuar», referiu José Ferreira Gomes, acrescentado que vai continuar «a discutir propostas».

O membro do Governo referiu ainda que sendo os cursos técnicos superiores profissionais uma nova proposta «há dificuldade compreensível de todos os participantes em saber como se montará o modelo, como se fará a ligação e como vai ser recebido pelas empresas».

Salientando que os Cursos de Especialização Tecnológica (CET) vão manter-se, José Ferreira Gomes disse que este modelo não pretende «desenraizar os jovens».

«Não queremos que continuem os jovens a estudar na sua região e, se possível, atrair outros jovens para essa região, num programa que nunca existiu, para viabilizar a região e o interior do país», declarou.

O diploma que permite a criação de cursos técnicos superiores profissionais nos institutos politécnicos foi aprovado na reunião de Conselho de Ministros de quinta-feira.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, trata-se de um novo tipo de formação «não conferente de grau», que tem como objetivo «alargar e diversificar o espectro da oferta do ensino superior em Portugal e por essa via aumentar o número de cidadãos com qualificações superiores necessárias ao país».