O ministro da Administração Interna disse esta quarta-feira que as forças de segurança «não são alheias» aos sacrifícios que afetam todos os portugueses, considerando que o Orçamento do Estado para 2014 é «exigente e apela à responsabilidade de todos».

«O próximo ano não será fácil, tenho dito que vamos ter pela frente um orçamento exigente, que apela à responsabilidade de todos na sua execução. Mas os sacrifícios que afetam todos os portugueses, aos quais as forças de segurança não são naturalmente alheias, não nos podem desviar da missão de garantir a segurança de Portugal e dos portugueses», disse Miguel Macedo.

Ao discursar na abertura do ano académico do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança, o ministro afirmou que Portugal está a sete meses do fim do memorando de entendimento, programa a que o país se comprometeu, e vai cumpri-lo e terminá-lo «com êxito», devido aos «sacrifícios difíceis» que os portugueses tiveram de suportar.

«Estamos a sete meses de cumprir esse objetivo e impõe-se, portanto, a manutenção da determinação nacional no cumprimento das metas a que Portugal se vinculou. A dureza deste ajustamento nas contas nacionais provoca inevitáveis protestos e agora compreensível impaciência», adiantou.

Miguel Macedo disse também que «não cumprir [o programa] seria condenar Portugal e os portugueses a maiores e mais exigentes sacrifícios».

No discurso, o ministro destacou ainda os «sinais positivos dos últimos meses».

«Contra a expectativa de muitos, completamos agora dois trimestres consecutivos de crescimento da economia. Contra a expectativa de muitos, o flagelo do desemprego evidencia tendências de ligeiro recuo. Contra a expectativa de outros, as exportações têm evoluído de forma significativa e o infernal ciclo recessivo que alguns consideravam inevitável, afinal não se confirmou», disse.

No final da cerimónia, Miguel Macedo afirmou que o Ministério da Administração Interna cumpriu, nos dois últimos anos, «com rigor, o orçamento», tendo sido possível transitar «de ano sem encargos de dívidas».

«Isso só foi possível, porque todos os dirigentes do Ministério da Administração Interna compreenderam esta exigência do momento e têm feito tudo para que esses resultados sejam alcançados», cita a Lusa.