A GNR confirmou esta segunda-feira que apresentou queixa contra a Polícia Municipal (PM) de Fafe por usurpação de funções, pelo alegado policiamento de um jogo de andebol, mas a Câmara local garante que a PM «não foi requisitada» para tal.

«Foi feita uma participação ao tribunal por usurpação de funções. O policiamento de um jogo é uma função das forças de segurança e a PM não é uma força de segurança», disse hoje à Lusa o responsável pelas Relações Públicas do Comando Distrital da GNR de Braga.

Contactado pela Lusa, o vereador da Proteção Civil na Câmara de Fafe, Vítor Moreira, que tutela a PM, garantiu que a Polícia Municipal «não foi requisitada» para o jogo em questão, que opôs o Andebol Clube de Fafe ao Belenenses e que se realizou no Pavilhão Municipal.

O autarca acrescentou que a Câmara «não foi notificada» de qualquer queixa e sublinhou que a PM «faz rondas todos os dias por todos os edifícios municipais», entre os quais o pavilhão desportivo.

«Se calhar, os agentes da PM estavam lá no âmbito dessas rondas diárias, não sei», disse ainda Vítor Moreira, adiantando que vai tentar apurar o que efetivamente se passou.

Segundo a edição de hoje do Jornal de Notícias, o Andebol Clube de Fafe nunca requisitou a GNR para o policiamento dos jogos, tendo sempre optado por segurança privada.

No entanto, no jogo contra o Belenenses os árbitros terão exigido o policiamento pela GNR, mas os responsáveis do clube tê-los-ão convencido a autorizar o jogo com a presença de elementos da PM.