O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte alertou esta terça-feira para a falta de condições de segurança a que estão sujeitos os trabalhadores do Instituto da Segurança Social, criticando a retirada da polícia daqueles serviços.

Numa carta enviada à presidente do conselho diretivo do Instituto da Segurança Social, a que a agência Lusa teve acesso, o sindicato relata um episódio decorrido a 7 de janeiro, quando no atendimento da ação social da rua da Alegria, no Porto, os trabalhadores receberam «ameaças de morte».

«Tem conhecimento este sindicato que tais situações não são circunscritas apenas aquele local, mas a outros serviços de atendimento público da Segurança Social, os quais deixaram de ter acompanhamento de um elemento da força de segurança, normalmente um agente da PSP», refere a mesma carta.

De acordo com a estrutura sindical, «é importante» continuar a garantir a estes trabalhadores «segurança e integridade física», evitando que a sua vida «seja colocada em risco, o que está agora em vias de poder suceder».

«Enquanto permanecia um agente da PSP nestes locais, sempre constituía um meio dissuasor da prática de crime e, em especial, coibia qualquer atitude mais agressiva da parte de algum utente», justifica.

Na carta, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte afirma que deu conta desta situação concreta ao diretor do Centro Distrital do Porto, não tendo obtido qualquer resposta.

A estrutura sindical apela assim à presidente do conselho diretivo do Instituto da Segurança Social para que mande «encetar as diligências que considere pertinentes para suprir a atual lacuna na segurança» destes serviços, em especial nos de ação social.