As estruturas sindicais e associativas mais representativas da PSP e GNR afirmaram esta quarta-feira que esperavam do Tribunal Constitucional uma decisão diferente, tendo em conta que os sistemas de saúde das forças de segurança são «muito caros».

Em reação ao acórdão do Tribunal Constitucional, que declarou na quarta-feira constitucional a norma relativa ao aumento dos descontos para os subsistemas de saúde, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) disse à agência Lusa que «os polícias pagam um preço muito caro» pelo subsistema de saúde da PSP (SAD/PSP).

«Estávamos à espera que fosse considerada inconstitucional, porque este aumento acabaria por ser injusto», adiantou Paulo Rodrigues, considerando que o subsistema de saúde da PSP «é importante não só para os polícias, mas também para o funcionamento da instituição PSP».

Para o presidente do sindicato mais representativa da Polícia, a PSP «não ter um hoje um subsistema de saúde adequado para os polícias, é comprometer também o funcionamento da PSP».

Também o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), César Nogueira, estava à espera de uma decisão diferente do TC, sublinhando que «não foi reposta a ilegalidade». «A própria Constituição diz que a saúde deve ser maioritariamente paga pelo Estado, atualmente com estes aumentos acontece que a saúde é paga quase na totalidade pelos funcionários, por isso estava à espera que fosse diferente a decisão do TC», disse à agência Lusa César Nogueira.

Segundo o presidente da associação socioprofissional mais representativa da GNR, a decisão do TC confirma «mais um corte nos vencimentos dos militares».

César Nogueira afirmou também que a SAD/GNR é cara, mas os serviços que prestas estão piores. «Atualmente estamos a pagar mais para o subsistema de saúde, mas os serviços são piores, cada vez há menos especialidades protocoladas e menos médicos», disse, sublinhando que «mais vale ter um seguro de saúde do que ter a SAD/GNR».

César Nogueira acrescentou que «um seguro de saúde fica menos oneroso do que os descontos que atualmente» os militares fazem para o subsistema de saúde da GNR.