Os sindicatos da PSP consideram esta segunda-feira que o aumento do subsídio de fardamento é «manifestamente insuficiente» para minimizar os cortes salariais, sublinhando que o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, apenas pretende «acalmar eventuais protestos».

Miguel Macedo esteve esta segunda-feira reunido, pela terceira vez, com os sindicatos da PSP para discutir alternativas aos cortes salariais e ao aumento do subsistema de saúde (SAD) de 2,5 para 3,5 por cento.

Na reunião, o ministro informou os sindicatos de que vai promover 600 elementos da PSP - 500 na categoria de agentes - e aumentar, em 25 euros mensais, o subsídio de fardamento, que vai começar a ser pago em abril, com retroativos de janeiro.

O presidente do Sindicato Unificado de Polícia (SUP/PSP), Peixoto Rodrigues, disse à agência Lusa que este aumento é «manifestamente insuficiente», tendo em conta que a média dos cortes salariais na PSP ronda os 150 euros mensais.

«É uma esmola que o Governo está a dar aos profissionais da Polícia», adiantou.

Peixoto Rodrigues afirmou que as promoções dos 600 polícias apenas vão ter efeitos em 2015, sendo uma forma de o Governo «ganhar tempo» e a«calmar eventuais protestos dos polícias».

No entanto, o presidente do SUP considerou que não resta alternativa aos polícias, a não ser participar na manifestação de 06 de março.

Também o presidente do Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP/PSP), António Ramos, afirmou que o aumento do subsídio de fardamento apresentado pelo ministro «fica muito aquém».

António Ramos adiantou que esse aumento não dá para colmatar os cortes salariais, que foram muito elevados.

Como aconteceu nas duas anteriores reuniões, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), maior sindicato da PSP, também não compareceu hoje no Ministério da Administração Interna, por se tratar de um encontro em conjunto com todos os sindicatos.

As associações socioprofissionais da GNR, que hoje também estiveram reunidas com Miguel Macedo, consideram insuficiente o aumento, em 25 euros mensais, do subsídio de fardamento apresentado pelo ministro da Administração Interna, e apelaram à participação de todos os militares na manifestação de 06 de março.

A Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança marcou uma manifestação nacional para 06 de março, a realizar em Lisboa.

A estrutura, que congrega os sindicatos mais representativos da GNR, PSP, ASAE, SEF, Guarda Prisional e Polícia Marítima, avisou que, caso o Governo dê uma resposta às reivindicações, o protesto será cancelado.