A Associação Sindical Autónoma de Polícia (ASAPOL) revelou que detetou um «buraco no orçamento da PSP» de 1,3 milhões de euros relacionado com o subsídio de fardamento e que o Ministério da Administração Interna (MAI) ainda não justificou a retenção «ilegal» dessa verba.

Em comunicado, a ASAPOL diz que solicitou inicialmente um pedido de esclarecimento à Direcção Nacional da PSP sobre o assunto, porquanto «não foi efectuado o pagamento daquela verba na rubrica de subsídio de fardamento ao pessoal policial», tendo esta informado que tinha cumprido com as ordens recebidas do MAI.

A agência Lusa contactou o MAI sobre este assunto, mas até ao momento não recebeu resposta.

Segundo a ASAPOL, a direção nacional da PSP respondeu que, apesar da legislação prever para o ano de 2012 a atualização da comparticipação anual para a aquisição de fardamento no valor de 250 euros, o plafond atribuído à PSP para despesas com pessoal quanto ao orçamento de funcionamento de 2012 não permitiu concretizar essa atualização, tendo por isso sido processado o valor de 200 euros de comparticipação anual.

«O MAI até ao momento ainda não justificou a retenção que acreditamos ilegal da verba», diz a ASAPOL, num comunicado assinado pelo presidente, Delmino de Abreu Farinha.

O sindicato acrescenta que já pediu explicações ao MAI, através de ofício para a chefe de gabinete do ministro da Administração Interna, «não obtendo qualquer justificação» até ao momento.

«Teme-se que a verba retida pelo MAI, que deveria ter sido paga aos profissionais da PSP em 2012, tenha tido destino diverso. Espera-se que a mesma não tenha sido investida em SWAP¿s tóxicas ou afins», conclui a ASAPOL.