Os sindicatos da PSP consideraram esta sexta-feira que o ministro da Administração Interna está «empenhado» em minimizar «o mais rapidamente possível» os cortes salariais dos polícias, podendo a solução passar pelo aumento do subsídio de fardamento.

Miguel Macedo esteve hoje reunido, pela segunda vez, com os sindicatos da PSP para debaterem, em conjunto, soluções que minimizem os cortes salariais e o aumento do subsistema de saúde (SAD) de 2,5 para 3,5%, tendo ficado agendado um novo encontro para 17 de fevereiro.

Segundo as estruturas sindicais, o ministro vai apresentar, na reunião de 17 de fevereiro, a proposta final para que as medidas sejam aplicadas o mais rapidamente possível.

O secretário-geral do Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP/PSP), Mário Andrade, disse à agência Lusa que uma das propostas poderá passar pelo aumento do subsídio de fardamento.

O sindicalista explicou que o ministro apresentou, para minimizar o aumento da SAD, o aumento de um suplemento transversal a todo o efetivo, sendo o subsídio de fardamento «o único viável» e que abrange todos os polícias.

O secretário-geral do SPP adiantou que Miguel Macedo comprometeu-se a apresentar, na próxima reunião, qual o subsídio e o montante em causa.

Segundo Mário Andrade, esta compensação já deverá estar contemplado no vencimento de abril.

Por sua vez, o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia (SNOP), comissário Henrique Figueiredo, disse à Lusa que a reunião de hoje «foi inconclusiva», mas o ministro mostrou-se «empenhado em resolver o problema o mais rapidamente possível».

O presidente do sindicato representativo da maioria dos oficiais que comanda a PSP adiantou que o Ministério da Administração Interna está a estudar algumas medidas em coordenação com a direção nacional da PSP.

Henrique Figueiredo sublinhou também que «as medidas mais simples e transversais» passam pelo aumento do suplemento das forças de segurança ou do subsídio de fardamento, tendo este um valor mais reduzido.

Já o presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), Armando Ferreira, afirmou à Lusa que o ministro comprometeu-se a tornar público a 17 de fevereiro as propostas para minimizar o impacto dos cortes salariais nos polícias.

«Saímos da reunião com o sentimento de que há abertura, por parte da tutela, para resolver os problemas», disse, adiantando que «existe uma evolução positiva nos trabalhos» com o ministro.

Na reunião, os sindicatos ficaram também a saber que o ministro Miguel Macedo quer começar a discutir em breve o estatuto profissional da PSP para que entre em vigor a 1 de janeiro de 2015.

Tal como aconteceu na primeira reunião, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), maior sindicato da PSP, também não compareceu hoje no Ministério da Administração Interna por ser tratar de um encontro em conjunto com todos os sindicatos.

Para o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, «não é possível debater, nem fazer uma negociação» numa reunião em que estão presentes representantes de 10 sindicatos.

Apesar de não estar presente na reunião, a ASPP enviou as suas propostas para a tutela, adiantou.