Os dois cidadãos identificados na quinta-feira pela PSP por desacatos junto à Assembleia da República durante a manifestação das forças e serviços de segurança pertencem ao corpo da guarda prisional, disse hoje à Lusa fonte policial.

Segundo a PSP, os dois manifestantes foram identificados por desacatos e eventuais infrações no local da manifestação, tendo um deles recebido tratamento hospitalar por dificuldades respiratórias.

O porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, comissário Rui Costa, disse à agência Lusa que a Polícia vai agora «elaborar o expediente» e comunicar ao Ministério Público, que depois deverá interrogar os manifestantes identificados, que não ficaram detidos.

Além dos dois guardas prisionais identificados, a manifestação de quinta-feira das forças e serviços de segurança terminou com 10 feridos, seis polícias e quatro manifestantes que foram assistidos pelo INEM no local.

Dois manifestantes tiveram que posteriormente de ser transportados para o hospital, mas com ferimentos ligeiros.

Milhares de elementos das forças e serviços de segurança manifestaram-se frente ao parlamento, numa ação de protesto em que a tensão foi elevada, com manifestantes a conseguirem invadir uma parte da escadaria da Assembleia.

O protesto contra cortes salariais e congelamento das carreiras intensificou-se com a chegada dos manifestantes, vindos do Marques de Pombal ao largo em frente à Assembleia da República.

À espera, os manifestantes tinham um contingente policial superior ao normal em circunstâncias anteriores.

Os elementos das forças e serviços de segurança derrubaram as barreiras e furaram o cordão de segurança, chegando a ocupar parte das escadas. Mas um novo reforço policial acabou por conseguir empurrar os manifestantes para a base da escadaria.

Fonte do Ministério da Administração Interna disse à Lusa que, para já, não há comentários a fazer sobre a manifestação de quinta-feira.