PSP anunciou esta quinta-feira ter detido um homem suspeito de integrar um grupo associado a casos de «extrema violência» na noite de Leiria, cujos restantes elementos foram constituídos arguidos em 2013.

Em comunicado, a PSP de Leiria informa que, na passada terça feira, «desencadeou duas buscas domiciliárias e uma busca em viatura», tendo detido «um cidadão por mandado de detenção fora de flagrante delito».

Esta detenção surge no seguimento da operação centrada nos crimes de ofensas à integridade física, iniciada em fevereiro de 2013, sob o nome de «Operação PUGNUS», adianta a PSP.

A PSP está convicta de que se trata de «mais um dos indivíduos que se presume terem, no último ano, agredido fisicamente, nalguns casos com extrema violência, frequentadores dos espaços de diversão noturna na cidade de Leiria».

O detido foi presente ao Tribunal Judicial de Leiria na quarta-feira, e após primeiro interrogatório judicial foi-lhe aplicada a medida de coação de apresentações diárias e proibição de se deslocar a estabelecimentos de diversão noturna.

Em julho de 2013, a PSP tinha anunciado ter identificado um grupo associado a casos de «extrema violência» na noite de Leiria, tendo detido um dos elementos por posse de arma ilegal após uma operação policial.

A investigação foi desencadeada em fevereiro desse ano, após agressões que tiveram lugar sobretudo no centro da cidade de Leiria em bares e discotecas e de que foram vítimas 12 pessoas, informara a PSP em comunicado.

Além do detido, a PSP escusara-se a precisar o número de arguidos que foram notificados a comparecer no Tribunal Judicial de Leiria, na sequência de seis buscas domiciliárias, duas não domiciliárias e três em viaturas efetuadas por equipas mistas da Divisão Policial de Leiria, Unidade Especial de Polícia e Departamento de Segurança Privada.

As diligências policiais, na altura, resultaram ainda na apreensão de um cartão de vigilante, um bastão, uma pistola e munições.

Segundo a PSP, um dos elementos do grupo já tinha sido detido na Marinha Grande por se encontrar a exercer atividade de segurança privada fora das condições legais.