A Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações das Forças e Serviços de Segurança considera que as propostas de revisão de carreira não se ajustam às reivindicações do sector. Jorge Alves, representante da Comissão Coordenadora, citado pela Lusa, afirma que «parte das estruturas ainda não receberam qualquer projecto de diploma para discussão e as que receberam consideram que é insuficiente».

Até existir a abertura para a apresentação de propostas «claras» e de acordo com as que foram apresentadas pelos sindicatos, a manifestação marcada para o dia 31 de Março, onde se espera uma adesão de 50 mil polícias, mantêm-se.

O presidente de Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional - uma das estruturas representadas na Comissão - considera mesmo que houve um retrocesso nas propostas apresentadas. Chama à atenção para o incumprimento das promessas feitas quanto ao «apoio à doença, quer aos profissionais, quer aos seus descendentes e cônjuges, tal como existia anteriormente. Ao que parece, a situação já não é a mesma», conclui.

Jorge Alves entende que «cada vez tem sido mais difícil aos profissionais das forças e serviços de segurança desempenharem devidamente a sua profissão, tendo como consequência o aumento da criminalidade e o à vontade com que o criminoso está neste momento a actuar na sociedade e a provocar o mal a todo o cidadão.