Um estudo desenvolvido sobre «Segurança, Protecção de Dados e Privacidade em Portugal» revela que 60,5 por cento dos inquiridos sente que a insegurança em Portugal aumentou no ano de 2008. Para 27,4 por cento dos cidadãos, que responderam ao inquérito, a situação piorou bastante.

As perspectivas de melhoria em questões de segurança «para os próximos 12 meses não são positivas, com 61,8 por cento dos inquiridos a admitir que a segurança irá piorar», demonstra um estudo divulgado na 3ª edição do «Barómetro ADT Fire e Security», citado pela Lusa.

Entre os locais onde o sentimento de insegurança é maior, 80,1 por cento dos inquiridos escolheram a via pública. O receio aumenta em horário nocturno, afirmam 78,2 por cento. Para 77,5 por cento as discotecas e bares e os parques de estacionamento são os locais que consideram menos seguros. O local onde o sentimento de segurança é maior é a habitação, respondem 82,4 por cento.

O «carjacking» (roubo de viaturas sob ameaça ou violência contra o condutor/proprietário) é uma preocupação de 33,3 por cento dos entrevistados, que consideram «elevada ou muito elevada a possibilidade de ser alvo de uma situação deste tipo», divulga o estudo.

Os factores que mais contribuem para a sensação de insegurança são o desemprego, seguido das novas formas de criminalidade, consideram 58,5 por cento, as alterações na composição da sociedade são a principal causa para 45,3 por cento e para 39 por cento o motivo é o aumento da violência na sociedade.

Na perspectiva de uma solução, 49 por cento defendem a aplicação de leis mais rígidas, enquanto que 43 por cento pedem mais polícias nas ruas.

O estudo foi realizado pela «PremiValor Consulting» para a « ADT Fire & Security», num universo de 860 inquiridos, entre 10 de Novembro e 11 de Dezembro de 2008 nas cidades de Lisboa, Porto, Faro, Évora, Castelo Branco, Amadora e Loures.