Regularização e fiscalização do trânsito, controlo do código regulamentar e questões ambientais são as principais incumbências dos cerca de 150 novos agentes que a Polícia Municipal do Porto vai receber até final de 2017.

A Polícia Municipal está mais direcionada para o estacionamento de automóveis e fluidez de trânsito, cabendo à PSP as operações de combate à criminalidade, muitas delas alicerçadas em operações stop”, disse esta quinta-feira, o comandante da Polícia Municipal do Porto, António Leitão da Silva, durante a cerimónia de apresentação dos novos elementos.

A atividade operacional da Polícia Municipal do Porto quanto à fiscalização de trânsito “mais do que duplicou”, de acordo com o comandante.

Só existem multas porque existem carros estacionados irregularmente. Infelizmente, temos um perfil de quase infrator rodoviário em Portugal, se não não se justificaria que o número de reboques e bloqueamentos aumentasse”, considerou.

Leitão da Silva explicou que os agentes municipais são da PSP, mas ficarão afetos à Câmara do Porto.

A autarquia está a articular com a tutela a assinatura de um contrato interadministrativo que regulará a articulação operacional e a formação destes agentes entre a PSP e a Polícia Municipal”, explicou.

Para o presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira, a segurança é algo “fundamental” para a cidade. Por isso, acha que que "a  Polícia Municipal dá mais tranquilidade às pessoas porque sabem a quem recorrer em situação delicada".

O cidadão motorista queixa-se da polícia quando é multado, mas se no dia seguinte lhe partirem o vidro queixa-se da falta de policiamento. Esta situação está relacionada com o comportamento cívico”, referiu Rui Moreira.