A Polícia Marítima cancelou, cerca das 13:30, as buscas para tentar encontrar um homem alegadamente desaparecido na quarta-feira numa arriba na Praia dos Machados, em Odemira, por ter concluído ser falso alarme.

O comandante da Polícia Marítima e capitão do Porto de Sines, José António Gouveia, disse à agência Lusa ter decidido cancelar a operação de buscas depois de as autoridades entenderem “que não há mais nenhum desaparecido”.

“Fui ao hospital falar e ver como estava o homem que resgatámos esta madrugada e ele confirmou aquilo que a Polícia Marítima e os Bombeiros já tinham pensado: que, na verdade, não há mais ninguém”, frisou.

Um homem, de 26 anos, “com documentação alemã, mas natural da Guatemala”, de acordo com a Polícia Marítima, foi resgatado esta madrugada de uma arriba na Praia dos Machados, no concelho de Odemira, distrito de Beja, numa operação que demorou várias horas.

O jovem, que estaria a percorrer a pé a Rota Vicentina, decidiu descer a falésia para, alegadamente, “verificar se alguém”, que tinha avistado anteriormente e que deixou de ver, “tinha caído ou não” ao mar.

Mas, relatou José António Gouveia, “ao tentar voltar a subir, magoou-se e deixou sangue numa pedra” e “afastou-se para outra zona, a uns 100 metros de distância, para procurar subir”, mas acabou por “cair e ficar pendurado nuns arbustos”, o que obrigou ao resgate.

O homem, que sofreu ferimentos, foi retirado de uma altura de entre 80 e 100 metros por bombeiros e içado através de um cabo, numa operação que envolveu cerca de 25 elementos das várias entidades e também por civis, explicou.

Perante o relato do jovem, que alegava ter visto um pescador e um cão no fundo da arriba, deixando de os ver momentos depois, as autoridades mantiveram as buscas, até à hora do almoço de hoje, para verificarem se, efetivamente, haveria mais alguma pessoa desaparecida.

“Na zona, estavam o jovem e dois pescadores. Ele deve ter visto um dos pescadores com uma cana e um cão e, depois, deixou de os ver. Tudo isso se confirma, só não se confirma que algum destes pescadores tenha desaparecido, estão ambos bem”, afirmou o comandante.

O sangue fresco encontrado na zona “veio a confirmar-se que é do homem que resgatámos”, sublinhou ainda o responsável da Polícia Marítima.

“Só não cancelámos as buscas mais cedo porque queríamos ter a certeza de que o sangue era dele e estávamos à espera para ver se a GNR recebia algum pedido de ajuda para encontrar alguém desaparecido, o que não aconteceu”, afirmou.