O suposto maior traficante de droga do Porto ficou este sábado em prisão preventiva, depois de ser ouvido durante várias horas, tendo recolhido ao estabelecimento prisional anexo à Polícia Judiciária do Porto, ao início da noite, disse fonte policial.

Como adiantou à Lusa fonte do piquete da Polícia Judiciária (PJ) do Porto, o alegado maior traficante de droga da cidade, conhecido por “barão da droga”, ficou em prisão preventiva, outros dois suspeitos ficaram obrigados a apresentações periódicas e a mulher do principal suspeito saiu com uma caução, cujo valor não foi revelado.

Os quatro suspeitos, detidos pela PJ na noite de quinta-feira, 24 de dezembro, começaram a ser ouvidos hoje, pelas 10:30, no Tribunal de Instrução Criminal (TIC), disse à Lusa fonte policial.

De acordo com a mesma fonte, os quatro suspeitos de tráfico de droga passaram as duas últimas noites no estabelecimento prisional anexo à PJ.

O Jornal de Notícias (JN) de hoje avança que “o maior traficante de droga do Grande Porto foi detido pela PJ, numa operação relâmpago”, que levou também à detenção da mulher e de dois empregados do “barão da droga” e à apreensão de “cerca de oito quilos de cocaína e heroína” e de “aproximadamente 20 quilos de produto de ‘corte’" destinado a aumentar e rendibilizar "as doses daquelas drogas duras”.

Segundo o diário, Vítor Cardoso, de 45 anos, é “um histórico do tráfico, com sinais exteriores de riqueza e fortes ligações a outros traficantes que, ao longo dos anos, têm sido presos pelas autoridades”, nomeadamente “indivíduos ligados ao caso Noite Branca”.

O JN refere ainda que o café Bola 13, “localizado na rua Escura, na Sé do Porto”, era a “face visível” das atividades do detido, que “nunca tocava na droga”, exercendo e controlando a sua atividade “através de outros indivíduos” que, quando detidos, “não denunciam o patrão”.

De acordo com aquele jornal, a droga alegadamente traficada pelo detido era “proveniente do estrangeiro” e tinha como destino “vários bairros sociais do Porto”.