A Polícia Judiciária constituiu dois arguidos, suspeitos da prática de peculato, um dos quais padre e dirigente da Casa do Gaiato, durante a sequência da Operação “Veritas”, disse à Lusa fonte da PJ esta quarta-feira.

No âmbito desta operação, a Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) deu cumprimento a dez mandados de busca e apreensão.

A direção manifestou, em comunicado, "total disponibilidade" para colaboração com as autoridades nas buscas à Casa do Gaiato de Lisboa, em Santo Antão do Tojal.

A direção da Casa do Gaiato manifesta a sua total confiança e solidariedade para com o presidente da direção, padre Arsénio Isidoro, reconhecendo a sua imagem de exemplo e generosidade, fazendo votos para que, rapidamente, a justiça clarifique o manto de suspeição sobre ele levantado”, acrescenta o documento.

Iniciada em meados de 2014, a operação incide sobre Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e sobre a eventual prática de atos de gestão fraudulenta em entidades com utilidade pública. Em causa está a aquisição de bens em proveito próprio, sobretudo bens de luxo, por elementos daquelas entidades, disse a mesma fonte à Lusa.

A operação resulta de um inquérito do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e as diligências realizaram-se na região de Lisboa, onde se situa uma das Casas do Gaiato, em Santo Antão do Tojal. A instituição tem como finalidade acolher, educar e integrar na sociedade crianças e jovens que, por qualquer motivo, se viram privados de meio familiar normal.