A Polícia Judiciária apreendeu 70 quilogramas em ouro e 170 em prata, na operação em que foram detidas sete pessoas, entre os quais um inspetor da PJ suspeito de corrupção.

Na operação, realizada na quarta-feira nos distritos de Lisboa e Setúbal, a PJ apreendeu ainda cerca de um milhão de euros, várias dezenas de diamantes, cinco automóveis, uma embarcação e duas motos.

Em comunicado, a PJ referiu que os detidos, quatro homens e três mulheres, «estão indiciados pela prática de crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção, recetação e branqueamento de capitais».

«A investigação, que decorre há mais de ano, permitiu a desarticulação deste grupo que se vem dedicando ao cometimento destes ilícitos graves e altamente lesivos da economia nacional», salientou a PJ, acrescentando que parte dos materiais apreendidos «será proveniente da prática de crimes contra o património, bem como de transações não declaradas e efetuadas por particulares».

O inspetor da polícia judiciária envolvido desenvolveu carreira na investigação de homicídios e, mais recentemente, trabalhava na área dos crimes sexuais na PJ de Setúbal.

Estava a ser investigado há uns meses em sigilo absoluto. O inspetor estaria a passar informações privilegiadas a comerciantes de ouro - com origem ilícita - sobre investigações e operações da judiciária em curso.

O inspetor tem um currículo considerável e é considerado um dos mais conceituados profissionais na área. Terá sido detido pela própria diretora do departamento da judiciária de Setúbal assim que se apresentou ao serviço.

Já os comerciantes de ouro estão acusados de corrupção ativa.

Os detidos vão ser presentes ao juiz para aplicação das medidas de coação.