Um assistente operacional do Departamento de Psiquiatria da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda foi detido por suspeita de abuso sexual de várias utentes internadas no serviço, anunciou a Polícia Judiciária (PJ).

Segundo uma nota do Departamento de Investigação Criminal da PJ da Guarda, o detido tem 59 anos.

A PJ refere em comunicado que sobre o homem "recaem fortes suspeitas da autoria de vários crimes de abuso sexual de pessoas internadas", ocorridos no período compreendido entre agosto deste ano e a última sexta-feira, "sendo vítimas várias mulheres utentes do Departamento de Psiquiatria da ULS da Guarda".

O detido vai ser presente às competentes autoridades judiciárias para primeiro interrogatório judicial e submissão a adequadas medidas de coação.

Questionado pelos jornalistas sobre o caso, em Lisboa, à margem da cerimónia do aniversário do Hospital Dona Estefânia, o ministro da Saúde disse hoje ter sido informado há dois.

“Naturalmente, trata-se um caso lamentável sobre o qual tem de se agir em matéria disciplinar e de investigação. Não tenho muito mais informação a não ser a determinação de que seja investigado e apuradas as responsabilidades”, referiu Adalberto Campos Fernandes.

ULS da Guarda instaura processo

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda instaurou um processo de inquérito ao funcionário detido pela Polícia Judiciária (PJ) por alegado abuso sexual de várias utentes internadas no Departamento de Psiquiatria.

O Conselho de Administração da ULS da Guarda, presidido por Isabel Coelho, refere em comunicado hoje enviado à agência Lusa que deliberou "instaurar um processo de inquérito à conduta do funcionário".

"Tendo o CA da ULS da Guarda tido conhecimento, no passado dia 17 de novembro, de alegados comportamentos anómalos no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da ULS da Guarda, envolvendo um assistente operacional desta instituição e algumas utentes, de imediato entregou o caso à Polícia de Segurança Pública para averiguações", é também sublinhado na nota.