O assalto a uma caixa Multibanco registado na madrugada de hoje numa bomba de gasolina do concelho do Seixal foi o último de um tipo de crime que, ao longo do ano, originou dezenas de detenções, acusações e condenações em todo o país.

Em novembro, a Polícia Judiciária (PJ) estava a investigar uma tentativa de roubo, com explosão de uma caixa ATM, que ocorreu no dia 19 no bairro da Tabaqueira, em Sintra.

No início do mês passado, o Ministério Público do Porto disse ter avançado com acusação contra nove pessoas suspeitas de rebentar e assaltar 22 caixas de Multibanco no Norte do país.

Em outubro, no dia 17, a PJ anunciou a investigação a um assalto a uma carrinha de valores, perpetrado em Lousada, também na zona do Porto, por dois homens encapuzados e armados de caçadeiras.

Os dois homens abordaram um funcionário de uma empresa de transporte de valores quando este transportava malas, alegadamente com dinheiro, para carregar a caixa Multibanco.

No mesmo mês, a PJ já tinha revelado, em Lisboa, que 13 pessoas foram detidas por pertencerem a uma associação criminosa que praticava furtos em viaturas, residências, estabelecimentos comerciais e em caixas de Multibanco, através de explosões de gás.

Já no dia 15 de julho, o Tribunal de Aveiro condenara a quatro anos e meio de prisão efetiva um homem que tentou assaltar uma caixa Multibanco em Requeixo, no concelho de Aveiro, com recurso ao método de explosão com gás.

Ainda em julho, no dia 25, nove arguidos, de um total de 11 julgados em Lisboa por roubo de viaturas de alta cilindrada e furtos em máquinas Multibanco e marcos do correio, foram condenados a penas de prisão efetiva.

No dia 17, a PJ tinha divulgado a detenção de sete suspeitos que integravam um grupo da zona de Lisboa que assaltava caixas Multibanco, com recurso a explosivos comerciais.

Os roubos no Multibanco também passam, nalguns casos, pela introdução de sistemas sofisticados nas caixas que permitem o levantamento ilícito de determinadas quantias, ou através de métodos que permitem a leitura de dados dos cartões dos clientes e o posterior acesso às suas contas bancárias.

Em maio, o Tribunal de Oliveira de Azeméis absolveu do crime de furto um homem que rebentou um petardo junto a uma caixa Multibanco, provocando danos naquele equipamento.

O número de assaltos a caixas Multibanco aumentou entre 01 de janeiro e 31 de dezembro de 2012, face a igual período de 2011, mas a maioria ocorreu sem sucesso, de acordo com a SIBS, a entidade que gere a rede Multibanco em Portugal.

Em maio, a SIBS informou que foram efetuados 222 assaltos a estas caixas, no ano passado, 65 dos quais realizados com sucesso e 157 sem êxito.

Nesse mês, no dia 09, quatro pessoas encapuzadas assaltaram um Multibanco em Palmela, com recurso ao método de explosão com gás.

Em abril, no Porto, a PJ deteve uma estudante e dois comerciantes suspeitos de rebentarem caixas Multibanco com recurso a engenhos explosivos improvisados.

Em março, duas caixas Multibanco foram assaltadas, em estações de serviço na linha de Cascais, com recurso a explosivos, tendo os cofres sido levados nos dois casos.

Mais a sul, em Alcácer do Sal, uma caixa Multibanco instalada numa coletividade da aldeia de Palma foi assaltada no dia 12 de fevereiro com recurso a explosão.

Em Ponta Delgada, a PSP anunciou em janeiro a detenção de dois homens suspeitos de furto em caixas Multibanco da cidade, no valor de 72 mil euros.