
A Plataforma 15 de Outubro, que integra o movimento dos indignados, recusou esta terça-feira ter qualquer ligação ao grupo que divulgou uma lista de contactos de 107 polícias de Chelas, em Lisboa.
«Não temos qualquer relação com esse grupo», disse aos jornalistas João Camargo, da Plataforma 15 de Outubro, que realizou esta terça-feira uma conferência de imprensa junto ao Ministério da Administração Interna (MAI), noticia a agência Lusa.
O movimento reagia à divulgação pelo grupo de piratas informáticos «LulzSec Portugal» de dados pessoais e confidenciais de pelo menos 107 elementos da PSP de três esquadras (14.ª, 16.ª e 38.ª) da zona de Chelas, Lisboa.
A LulzSec justifica no Twitter que a acção é uma «resposta aos ataques de mais de 50 agentes provocadores infiltrados na manifestação (do dia 24)». A lista contém postos, patentes, telefones e endereços electrónicos.
Este grupo já foi protagonista de outros ataques, nos últimos meses, aos sites do Ministério da Administração Interna, Polícia de Segurança Pública, SIS, PSD, CDS, PS, parlamento, RTP, Sapo e Portal das Finanças.
A Plataforma 15 de Outubro referiu desconhecer se membros deste grupo de piratas estavam na manifestação desta quinta-feira, uma vez que «são anónimos».
João Camargo disse ainda que «qualquer atitude ilegal não faz sentido».
O Público revelou na sua edição desta terça-feira, que um grupo intitulado «Lulzsec Portugal» terá acedido ilegalmente aos computadores do Ministério da Administração Interna (MAI), copiando e divulgando os dados pessoais de mais de uma centena de efectivos da PSP.
Entretanto, o Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP anunciou que tenciona apresentar queixa contra os autores do ataque à sua página de Internet, cujos conteúdos foram alterados, rejeitando que a divulgação de contactos de 107 polícias de Chelas tenha tido origem no seu site.
A PSP já garantiu que «não tem registo de qualquer intrusão no seu site externo ou na rede de informações ou procedimentos policiais».