O Sindicato do Pessoal Técnico da PSP (SPT/PSP) considerou que a Polícia de Segurança Pública “não precisa de mais polícias”, mas sim de pessoal técnico, sendo esta a forma de libertar o efetivo policial das funções administrativas.

“A PSP não precisa de mais policiais, mas de pessoal técnico para libertar metade dos efetivos policiais que não fazem trabalho de polícia”, refere aquele sindicado, em comunicado, para anunciar que vai pedir uma reunião à ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.

Na reunião, o sindicato vai pedir à ministra para que “não inflacione ainda mais os quadros dos efetivos policiais da PSP”, sugerindo a realização de concursos de mobilidade interna na função pública para os serviços administrativos, como acontece na Polícia Judiciária e no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Segundo o SPT/PSP, a formação de um novo polícia custa ao erário pública cerca de 30 mil euros, chegando aos 200 mil euros no caso dos oficiais.

O sindicato adianta que quase metade do efetivo da PSP, entre sete a 10 mil polícias, não faz trabalho operacional, mas exerce “funções técnicas burocráticas para os quais não tem competências”, situação que considera “um absurdo em termos de eficácia de serviço e de gestão de recursos públicos”.

Investimento em equipamentos para polícias vai triplicar

A secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, anunciou esta terça-feira, no Barreiro, que o governo vai triplicar o investimento feito nos últimos anos em equipamentos para os polícias, referindo que não se pode pensar só em infraestruturas.

Preparámos uma lei de programação do investimento nas infraestruturas e equipamentos das forças de segurança a cinco anos, para dar resposta às necessidades. As infraestruturas são importantes, mas não podemos ter grandes palácios e depois não ter carros, não ter balas, armas ou material de segurança individual", disse Isabel Oneto, durante uma visita ao Barreiro para anunciar a construção de uma nova esquadra da PSP.

A secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna defendeu que é preciso "dar garantia de condições de segurança aos agentes".

Vamos triplicar o investimento em relação ao que foi feito nos últimos três anos. Tem de haver um equilíbrio no investimento. Não pode ser tudo canalizado em infraestruturas, deixando descalços os outros investimentos importantes, tal como, por exemplo, o importante setor das telecomunicações", salientou.

Isabel Oneto salientou que o agente que está na rua "tem de ter condições e deve ser alvo de atenção ao nível do investimento".