O Presidente da República enviou uma mensagem de condolências à família do patriarca emérito de Lisboa, José Policarpo, e à Igreja Católica portuguesa, onde realça que todos os portugueses «lamentam a perda de uma personalidade ímpar».

«Portugal foi tristemente surpreendido pela notícia da morte do patriarca emérito de Lisboa, D. José da Cruz Policarpo. Todos os portugueses, crentes e não crentes, lamentam a perda de uma personalidade ímpar, que pela lucidez serena e pela luminosa inteligência da sua palavra constituiu, ao longo de décadas, uma das mais importantes referências éticas e espirituais da nossa sociedade», refere a mensagem de condolências de Aníbal Cavaco Silva, divulgada no site da Presidência da República.

O chefe de Estado recorda que José Policarpo «dedicou a sua vida à causa da Igreja, sendo um dos principais responsáveis pela concretização» em Portugal «da renovação eclesial iniciada pelo Concílio Ecuménico do Vaticano II».

«Dotado de uma profunda cultura humanística, autor de uma vastíssima obra, teve papel determinante na afirmação e consolidação da Universidade Católica Portuguesa, onde foi professor e, mais tarde, reitor», recorda Cavaco Silva.

«Norteou a sua presença na vida pública pelos ideais da tolerância, da autenticidade e da fidelidade aos valores em que acreditava, assumindo o serviço aos outros, em especial aos mais carenciados, com exemplar generosidade e admirável espírito de entrega», acrescenta o Presidente da República.

O primeiro-ministro disse ter recebido com pesar a notícia da morte do cardeal José Policarpo, que recordou como «um homem de fé, de tolerância e de serviço à comunidade e à Igreja Católica».

«A Igreja e o País sentirão a sua falta na defesa dos valores cristãos, do auxílio aos mais desprotegidos e do diálogo inter-religioso», refere uma nota à imprensa de Pedro Passos Coelho.

Questionado sobre um eventual decreto de luto nacional, fonte do gabinete do primeiro-ministro remeteu para a reunião de quinta-feira do Conselho de Ministros.

Na nota à imprensa, o primeiro-ministro recordou a importância do antigo cardeal patriarca de Lisboa no crescimento da Universidade Católica Portuguesa, «de que foi Reitor e Magno Chanceler assim como professor dedicado».

«Foi um homem de reflexão não só dos grandes temas próprios da teologia cristã, mas também dos grandes desafios civilizacionais», sublinha.

«Com a força da sua fé, foi uma voz de alerta para os dilemas da sociedade portuguesa e uma voz de exortação para a vivência de cada um segundo os imperativos da bondade e da solidariedade. Quero transmitir à família enlutada e a toda a comunidade católica que estou certo de que este sentimento de perda é partilhado por todo o país», acrescenta.

O Partido Socialista lamentou a morte do patriarca emérito de Lisboa, recordando Policarpo como uma «personalidade marcante da Igreja Católica» e «um exemplo de abnegação e de serviço à comunidade».

Numa nota à imprensa, o PS apresenta as condolências à família do antigo cardeal patriarca de Lisboa e à Igreja Católica, recordando José Policarpo como «um homem de profunda cultura e de enorme dedicação aos valores cristãos e ao diálogo interreligioso».

«Personalidade marcante da Igreja Católica, deixa na memória dos portugueses um exemplo de abnegação e de serviço à comunidade», acrescenta a nota do PS.