A primavera chegou há dois dias e com ela dias mais quentes e secos. É a altura em que mais se fazem sentir os sintomas da alergia aos pólenes.

De norte a sul do país os níveis de pólen estão de elevados a muitos elevados e é necessário ter uma atenção especial aos pólenes de cipreste, pinheiro, plátano e urtigas.

Castelo Branco, Coimbra, Lisboa e Évora estão com níveis muito elevados, Vila Real, Porto e Portimão com níveis elevados. Segundo a sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, nas regiões autónomas os níveis estão baixos.

Mais de um terço da população portuguesa sofre de pelo menos uma doença alérgica, sendo que a renite alérgica afeta mais de dois milhões de portugueses.

O que podemos fazer para evitar as alergias?

Fazer o diagnóstico para os doentes saberem ao que são alérgicos
Tentar evitar espaços verdes nesta altura do ano em que os níveis de pólen estão elevados
Utilizar óculos escuros
Quando circula de carro, as janelas devem estar fechadas
Quando circula de moto, usar sempre um capacete integral
Nos períodos de maior ventania, principalmente ao final da tarde, manter as janelas de casa fechadas para evitar a criação depósitos no interior

O que é importante saber acerca dos pólenes?

Há pólenes mais alergénicos que outros
Os mais alergénicos são os que desencadeiam mais sintomas
O boletim polínico, a que toda agente pode ter acesso, informa os pólenes que estão mais em circulação
Neste período que atravessamos o elevado nível de pólen das ortigas, que se enquadra nas plantas parietárias, são muito alérgicas, mas existem vacinas para ajudar a lidar com este tipo de pólenes

Sintomas (normalmente sinal de rinite)

Nariz a pingar e entupido com comichão
Olhos a chorar
Espirros constantes
Queixas do plano ocular, pode ser sinal de conjuntivite alérgica

Tipos de Tratamento

Terapêutica farmacológica
Vacina

Os sinais de alergia, sinónimos de rinite, muitas vezes são confundidos com constipação. A rinite alérgica pode estar associada à sinusite que potencia a evolução para a asma e outras complicações que podem surgir. Para evitar este tipo de complicações, deve optar sempre pelo diagnóstico precoce.

Quando a causa está identificada deve fazer-se uma medicação preventiva que deve ser otimizada, nesta altura de risco. Nunca deve optar por uma automedicação, no entanto o doente pode ser educado por um profissional de saúde e a partir daí conduzir a sua doença alérgica e crónica.