O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, disse esta quinta-feira à noite, durante um debate na TVI24, que é importante acolher os refugiados, evitando uma “lógica de centros de refugiados”.
 

“A articulação entre o estado e a Sociedade Civil será muito importante, porque na sociedade civil existe já uma capacidade instalada ao nível do acolhimento nas instituições das organizações não-governamentais de solidariedade social pode e será seguramente utilizada”, disse o ministro.

 
Já Rui Marques, do Instituto Padre António Vieira, alerta para a possibilidade de aparecimento de preconceitos e mitos: “Esta questão vai ser a causa fraturante da sociedade portuguesa. Muito mais que as causas fraturantes de um passado recente. (…) Vai dar lugar a uma resposta de medo, a uma resposta de preconceito e uma resposta feita de mitos e de fantasmas completamente errados”.
 
Catarina Martins, da instituição Ajuda à Igreja que Sofre, lembra que estamos a falar de “seres humanos e não de números” e que é colocar de lado os medos. “Quando estive nos campos de refugiados, as pessoas diziam que sabiam que nos campos de refugiados havia homens jihadistas que lá estavam para angariar pessoas para lutar nas fileiras do autoproclamado Estado Islâmico. (…) Mas não podemos ficar com esse receio de que possam vir e provocar o caos na Europa”, disse.
 
Teresa Pina, da Aministia Internacional lembrou que a figura do refugiado nasceu na Europa, a mesma que tem revelado “inação” no tratamento desta matéria. “Está na hora da europa devolver essa solidariedade perante esta crise, para a qual a própria tem contribuído com a sua inação”, resumiu.