Seis homens foram detidos pela PJ do Centro por sequestro e tentativa de homicídio qualificado na sequência de um ajuste de contas com três ofendidos, em Cantanhede.

Os madeireiros, com idades entre os 24 e 41 anos, são acusados de «três crimes de sequestro e de três crimes de homicídio qualificado, cometidos na forma tentada, com recurso a arma de fogo, no passado fim-de-semana», pode ler-se no comunicado.

De acordo com aquela força policial, «os factos ocorreram na sequência de um "ajuste de contas" entre os suspeitos e os ofendidos, tendo as vítimas sido sequestradas e levadas para um local ermo, onde lhe foram infligidas agressões violentas, incluindo disparos de arma de fogo, que colocaram em sério risco as suas vidas».

Fonte da PJ afirmou à agência Lusa que um dos arguidos, patrão dos cinco suspeitos e das três vítimas, «desconfiava que estas lhe tivessem furtado 4.700 euros, acusando uma delas de ser a autora¿, pelo que ¿decidiu fazer justiça pelas próprias mãos».

«Com a ajuda dos cinco funcionários, foram buscar as vítimas às quais tentaram arrancar uma confissão, agredindo-as e torturando-as», adiantou a mesma fonte, acrescentando que, como estas negavam, o patrão «resolveu matá-las».

Este responsável esclareceu que «todas foram agredidas com grande brutalidade e duas foram baleadas».

«As vítimas foram colocadas dentro de uma carrinha que foi regada com gasolina no interior e exterior, mas acabaram por conseguir fugir e procurar ajuda», disse a fonte da Judiciária.

Os cinco arguidos e duas das vítimas são estrangeiros e, «aparentemente, encontram-se no país em situação regular».

«Todo este quadro criminal, muito raro no nosso país, é típico em países da América do Sul, em especial do Brasil», referiu esta fonte, explicando que foi pedida colaboração à PJ de Braga porque o suposto «mandante tinha fugido para a zona de Monção, onde tinha pessoas a trabalhar para ele».

Em estreita colaboração com a GNR de Cantanhede e do Departamento de Investigação Criminal de Braga da Polícia Judiciária, a PJ deteve os suspeitos que «vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medida de coação tidas por adequadas».