A PJ deteve um homem que “apoiava ativamente” o trabalho de uma rede internacional de crime organizado, focada no branqueamento de capitais provenientes de transferências bancárias ilicitamente efetuadas, anunciou hoje aquela polícia.

Em comunicado, a Polícia Judiciária adianta que o homem, de 30 anos, é suspeito dos crimes de burla informática e nas comunicações, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.

Segundo a PJ, a investigação apurou que os factos se consubstanciam na manipulação de dados sobre transferências bancárias, acesso ilegítimo a sistemas de correio eletrónico dos ordenantes das operações com posterior branqueamento dos valores ilicitamente obtidos, que na gíria se conhece como “Ceo Fraud” e que operava em Portugal.

No âmbito da operação “Ceo_Fin” realizada pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da PJ, foram também apreendidos todos os dispositivos informáticos usados para os crimes.

O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial.

A PJ adianta que as investigações vão continuar para determinar a extensão deste tipo de criminalidade através da intensificação das ações de prevenção junto de empresas e da banca, sendo essencial que clientes bancários e bancos confirmem por contacto telefónico direto a veracidade das instruções transmitidas por correio eletrónico.