A Polícia Judiciária (PJ) do Centro anunciou, esta terça-feira, ter identificado e detido dois presumíveis autores de vários crimes de incêndio florestal nos concelhos de Miranda do Corvo e de Castanheira de Pera.

Em comunicado, a PJ referiu ter já identificado e detido, ao longo do corrente ano, 29 presumíveis autores deste tipo de crime.

Sobre o caso de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, a PJ disse que o suspeito tem 47 anos e é desempregado.

«Agindo impulsivamente, nos dias 31 de julho e 14 de agosto arremessou para zonas florestais quatro engenhos incendiários, que tinha previamente construído, provocando pelo menos quatro incêndios que assumiram grandes proporções, originado uma área ardida superior a 46 hectares, sobretudo povoada de pinheiros e de eucaliptos, e que, para além disso, puseram em perigo casas e povoações de várias aldeias da freguesia de Semide, concelho de Miranda do Corvo, não tendo atingido proporções mais catastróficas devido à intervenção dos bombeiros», referiu a polícia.

No caso de Castanheira de Pera, distrito de Leiria, o suspeito em causa tem 37 anos e é trabalhador rural, presumindo-se ter agido num quadro de alcoolismo e por vingança.

«Com um isqueiro, no dia 18 de agosto, ateou dois focos de incêndio em terrenos povoados por mato, pinheiros e eucaliptos, causando uma área ardida de cerca de 1.200 metros quadrados, em Lomba do Moinho, Moita, Castanheira de Pera, pondo em perigo casas, pessoas e a mancha florestal contígua, não tendo o fogo atingido outras proporções devido à pronta intervenção de populares e dos bombeiros».

Nestas investigações a Polícia Judiciária contou com a colaboração da GNR de Miranda Corvo e de Castanheira de Pera, bem como com os Bombeiros desta localidade.

Os detidos vão ser presentes às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

Esta terça-feira, o Ministro da Administração Interna, já tinha anunciado que já foram detidas, este ano, 27 pessoas suspeitas de fogo posto, afirmando que as forças de segurança têm feito um trabalho com resultados mais visíveis do que em anos anteriores.

Ao número avançado por Miguel Macedo, acresce estes dois novos suspeitos detidos.