A Procuradoria-Geral da República está a investigar um alegado caso de sabotagem informática na plataforma da justiça, o Citius. Em causa as ações de dois técnicos de informática da PJ que estão a trabalhar em regime de comissão no Instituto de Gestão Financeira e de Equipamentos da Justiça nos últimos dois anos, de acordo com o «DN».

 

A hipótese já tinha sido levantada pela própria ministra. Paula Teixeira da Cruz anunciou a hipótese de ter havido crime no caso Citius. O relatório enviado à PGR levanta suspeitas sobre dois técnicos (não agentes), segundo o diário.

 

Paula Teixeira da Cruz alega no documento que há suspeitas efetivas de comportamentos criminais por parte destes técnicos que ocultaram informações à tutela.

 

Os factos remontam à semana anterior à entrada em vigor do novo mapa judiciário, entre 26 de agosto e 1 de setembro.

 

A plataforma informática Citius esteve inoperacional durante semanas, provocando um caos na justiça, agravado pela nova divisão judicial das comarcas. Foi mesmo preciso suspender prazos dos processos.
 
Para o crime de sabotagem informática está prevista uma pena de prisão que pode ir até aos dez anos de cadeia. 
 
Apesar de ter levantado a hipótese e de vir agora pedir responsabilidade criminal pelo crash no sistema operativo da justiça, a ministra não se escusou das responsabilidades políticas e pediu desculpas ao país