Seis homens e duas mulheres foram detidos numa operação da PJ contra um grupo criminoso que lesou terceiros em três milhões de euros através de burla qualificada, falsificação de documento e branqueamento de capitais, informou esta quarta-feira a Judiciária.

Além das detenções, foram realizadas buscas em Portugal e em Espanha, tendo sido apreendido um imóvel, viaturas automóveis, material informático e mercadorias.

De acordo com a PJ, o grupo adquiria o capital social de empresas comerciais sediadas em vários locais do país e colocava como detentores das quotas societárias e gerentes dessas empresas pessoas de difícil localização.

No controlo efetivo das empresas - relata a PJ - o núcleo do grupo procedia à compra de mercadorias a crédito e à aquisição de bens e de equipamentos, com recurso a financiamento bancário, procedendo de imediato à sua revenda por preços inferiores ao valor de mercado, embolsando o dinheiro e não pagando aos respetivos fornecedores e financiadores.

Com tal estratagema, o grupo prejudicou terceiros em valor próximo dos três milhões de euros.

A ação da PJ verificou-se no âmbito de um inquérito do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), estrutura do Ministério Público vocacionada para a criminalidade económica mais grave, complexa e sofisticada.

Os detidos, com idades entre os 32 e os 79 anos, serão interrogados pelas autoridades judiciárias para aplicação de medidas de coação, que podem ir até à prisão preventiva.