Duas pessoas terão simulado que foram vítimas de roubo e sequestro com recurso a armas de fogo, num caso em residência da Feira e noutro num café em Gondomar, sendo ambas constituídas arguidas, informou esta sexta-feira a Polícia Judiciária.

Em comunicado, a PJ comunicou que constituiu como “arguidos dois alegados ofendidos de crimes de roubo com sequestro”, numa casa e num estabelecimento comercial, com recurso a armas de fogo, "pretensamente ocorridos a 26 de novembro e 8 de janeiro de 2015, em Santa Maria da Feira e Gondomar, respetivamente".

A primeira arguida, uma mulher de 50 anos, pretendeu fazer crer às autoridades que tinha sido vítima de um roubo com sequestro na sua própria casa, em que três indivíduos a terão ameaçado com arma de fogo e conseguido tirar-lhe “várias centenas de milhares de dólares, existente num cofre”.

No decurso do alegado roubo, a vítima teria sido amarrada a uma cadeira, manietada com abraçadeiras e a boca tapada com fita adesiva, assim sendo abandonada pelos criminosos”, lê-se no comunicado da Judiciária.

O segundo arguido, um homem de 42 anos e dono de um café, disse às autoridades que foi vítima de sequestro por “vários homens com arma de fogo”, seguido de roubo das chaves e subsequente roubo dos valores existentes no estabelecimento.

Segundo informações da Judiciária, o arguido estava em “estado depressivo e sob influências de drogas” quando terá engendrado e concretizado o alegado sequestro e roubo para se “ver livre das responsabilidades de gerência” do café.

Na sequência das investigações desenvolvidas pela Polícia Judiciária foi possível demonstrar a completa falsidade das versões apresentadas em ambos os casos”.