A mãe de uma jovem desaparecida desde outubro disse esta terça-feira não ter dúvidas de que o corpo encontrado este mês em Braga é da filha, mas a Polícia Judiciária sublinhou ser necessário esperar pelos resultados dos testes de ADN.

«Não me deixaram ver o corpo, mas já sei que é a minha filha. O vestido, as sabrinas e o relógio que resistiram ao fogo eram dela, a própria polícia já me desenganou», referiu Alessandra Maldonado, mãe da jovem, à Lusa.

A 11 de janeiro, foi encontrado o corpo de uma mulher, atado de pés e mãos e parcialmente queimado, no forno de uma antiga fábrica de serrim em Santa Lucrécia de Algeriz, em Braga.

Desde logo a polícia começou a trabalhar a tese de se tratar de Mayara Maldonado, uma jovem brasileira de 20 anos, que estudava em Braga e que estava dada como desaparecida desde 11 de outubro de 2013.

Alessandra Maldonado enfatizou o facto de o corpo ter aparecido «a 800 metros» da casa do ex-namorado da filha.

«Não tenho dúvidas nenhumas de que é a minha filha. Neste momento, o que eu mais quero é que as autoridades libertem rapidamente o corpo, para poder acabar com este pesadelo», apelou.

Contactada pela Lusa, fonte da Polícia Judiciária disse que «tudo indica» que se trata de Mayara Maldonado, mas sublinhou que é preciso esperar pelos resultados dos testes ADN feitos pelo Instituto de Medicina Legal, uma vez que a autópsia foi inconclusiva, face ao adiantado estado de decomposição do corpo.

«Obviamente, nestas coisas não pode restar a mínima dúvida. Compreendemos a angústia e a dor da família, mas só poderemos entregar o corpo quando tivermos dados rigorosos, científicos sobre a sua identidade», acrescentou a fonte policial.

A jovem veio para Portugal com a mãe e o padrasto e andava a estudar na Escola Profissional de Braga.

Em 2011, os progenitores regressaram ao Brasil, alegadamente por o homem não ter conseguido autorização de permanência, mas Mayara ficou, para prosseguir os estudos.

Entretanto, a jovem começou também a trabalhar num bar de alterne, em Famalicão.

Nas redes sociais, já está em curso uma campanha de angariação de fundos para a cremação do corpo, para a poder levar de volta para o Brasil, concretamente para Birigui, estado de São Paulo.

Segundo adiantou, entre os custos da cremação e a viagem, serão necessários cerca de 3.000 euros.