A Polícia Judiciária deteve esta sexta-feira o suspeito do assassínio de um homem encontrado com um tiro de caçadeira dentro de um carro em Viana do Castelo, na quinta-feira, e que ficou em prisão domiciliária após interrogatório judicial.

Fonte da PJ adiantou que o suspeito, um homem de 23 anos, foi detido ainda durante a manhã e conduzido depois a um primeiro interrogatório judicial, após o qual lhe foi determinada a medida de coação de prisão domiciliária.

O alegado autor do crime ficará por enquanto em prisão preventiva, enquanto são criadas as condições para passar a prisão domiciliária.

A Polícia Judiciária (PJ) foi na quinta-feira à noite chamada a investigar o caso de um homem, de 36 anos, de etnia cigana, encontrado morto, a tiro de caçadeira, dentro de um carro em Viana do Castelo.

Segundo fonte policial, junto ao carro da vítima encontrava-se uma outra viatura.

Fonte ligada ao processo explicou que a segunda viatura será do presumível autor dos disparos, de 23 anos, caucasiano, que terá alertado as autoridades e dado depois entrada no hospital local em estado de ansiedade.

O suspeito do assassínio é filho de um empresário de restauração bastante conhecido em Viana do Castelo, e, segundo uma fonte ligada à família, andaria a ser perseguido por alguns homens de etnia cigana que pretendiam "extorquir-lhe dinheiro".

Numa primeira versão dos factos, o segundo comandante da PSP de Viana do Castelo, Raúl Curva, disse à Lusa que o alerta às autoridades foi dado cerca das 23:30 de quinta-feira, tendo a vítima mortal sido encontrada numa estrada de terra batida que liga o Cabedelo à Amorosa, na margem esquerda do rio Lima.

Raúl Curva explicou que, pelo facto de o crime ter envolvido uma arma de fogo, a investigação transitou para a alçada da PJ, que na quinta-feira à noite se deslocou ao local para a realização de vários exames periciais.

Segundo aquele responsável, o alerta foi dado por um homem com cerca de 20 a 30 anos, que se deslocou ao posto da PSP local "dando conta da ocorrência de tiros na zona do Cabedelo", sendo na altura desconhecido o seu eventual envolvimento neste caso.