Atualizado às 18:16

Um fiscal de obras da Câmara de Gondomar foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de corrupção passiva, tendo sido a autarquia a fazer a denúncia às autoridades depois de ter sido confrontado com várias queixas de cidadãos.

A notícia da detenção, «em flagrante delito», foi avançada pela própria PJ, através de um comunicado da Diretoria do Porto, sem detalhar para que câmara trabalha o suspeito.

Depois de fonte da Câmara de Gondomar confirmar à agência Lusa a informação, a autarquia enviou um comunicado às redações onde relata que a PJ «deteve hoje de manhã, na freguesia da Lomba, um fiscal municipal, em flagrante delito, ao exigir e receber ilicitamente uma quantia em dinheiro de um particular, na sequência de um processo de licenciamento de obras particulares».

«A operação da PJ resultou da denúncia efetuada pelo próprio município de Gondomar que, confrontado com várias queixas de cidadãos do concelho, em nome da transparência processual que este executivo pretende implementar e da igualdade de tratamento, não podia ficar indiferente», refere.

O detido, de 51 anos, pedia contrapartidas financeiras aos munícipes para interferir a seu favor nos processos de licenciamento, explicou o comunicado policial.

O suspeito vai ser presente na sexta-feira a primeiro interrogatório judicial.

No mesmo comunicado, a Câmara de Gondomar avança que, havendo suspeitas de outras situações idênticas, «ocorridas ao longo dos últimos meses e anos, a autarquia está disponível para recolher todas as denúncias, comprometendo-se a atuar em conformidade».

«Salienta-se que estas ações não pretendem perseguir os colaboradores da autarquia, mas antes reforçar o papel de todos os bons colaboradores da câmara, no sentido do seu exercício transparente e relevante de funções públicas e relevam o reconhecimento da população para todos quantos exercem com zelo e lealdade as suas funções», conclui o comunicado da câmara liderada pelo socialista Marco Martins.