Em comunicado, o Departamento de Investigação Criminal de Leiria da PJ informa que “ao longo do último semestre, o detido arrogou expressamente a qualidade de funcionário, mormente da Polícia Judiciária, da Autoridade Tributária, da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, da Autoridade para as Condições do Trabalho e mesmo de magistrado judicial para a obtenção de enriquecimento ilegítimo por meio de engano que incutiu em dezenas de vítimas”.


“Alegando dever de pagamento imediato de coimas ou multas, o detido compelia as vítimas a procederem ao depósito de quantias de montante variável em contas bancárias tituladas por pessoas da sua confiança, de modo a dissimular as suas ações e retirar posteriormente os proventos resultantes das mesmas”, refere o mesmo comunicado.


Fonte da Judiciária disse à Lusa que “já foram identificadas mais de três dezenas de vítimas”, lesadas, globalmente, “em milhares de euros”. “É convicção da PJ de que o número de vítimas é muito superior, continuando as diligências para a sua identificação”, referiu a mesma fonte, explicando que entre as vítimas destacam-se comerciantes.