Seis elementos de um grupo “altamente organizado” de tráfico de droga foram detidos e mais de 95 quilos de haxixe foram apreendidos numa operação desenvolvida pela Diretoria do Norte da Polícia Judiciária (PJ), anunciou aquela força policial.

Em comunicado, a PJ esclarece que os homens detidos, com idades compreendidas entre os 23 e 62 anos, são suspeitos da “autoria do crime de tráfico de estupefacientes e organização criminosa”, acrescentando que a operação resultou de uma investigação iniciada em 2015 a “um grupo altamente organizado que vinha fazendo entrar em Portugal grandes quantidades de produto estupefaciente, designadamente haxixe”.

De acordo com a PJ, a ação desenvolvida na quinta-feira, “na zona centro do país”, levou à apreensão de “mais de 95 quilos de haxixe, que dariam para cerca de 190 mil doses individuais”.

“O produto tinha origem no norte de África e era introduzido no nosso país por via terrestre, utilizando viaturas automóveis, sendo posteriormente distribuído e comercializado no norte de Portugal”, descreve a PJ.

De acordo com esta força policial, “a organização estava estruturada hierarquicamente, sendo que todos os seus elementos tinham funções devidamente definidas e muitas das vezes não tinham conhecimentos uns dos outros”.

A PJ acrescenta que na quinta-feira, “na zona centro do país, foram inicialmente detidos três dos suspeitos quando efetuavam o transporte de cerca de 60 quilos de haxixe, que foi apreendido”.

Depois disso, “foram realizadas sete buscas domiciliárias e seis buscas não domiciliárias”, das quais resultou a apreensão de “quatro veículos de gama média/alta, dinheiro, uma pistola de calibre 6,35 milímetros, três armas transformadas, balanças de precisão, mais 34 quilos de haxixe e 50 gramas de liamba”.

Nesta operação, a PJ “contou com a estreita colaboração do Comando Territorial de Aveiro da GNR, em especial com o Núcleo de Investigação Criminal de Santa Maria da Feira, bem como com o apoio da Brigada de Trânsito da GNR e da Guarda Civil espanhola”.

Segundo a PJ, os detidos têm as profissões de pedreiro, vendedor de automóveis, estudante, especialista em logística e empregado de balcão, havendo registo de um “sem ocupação laboral”.